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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Amor de Irmão


Ao som da voz chorosa
Nota-se embriaguez, medo, possibilidades
raça e mais além, Amor! Sim amor!
Mas o que é amor, logo perguntaria!
Dessa definição abri mão, o que me aproxima
mesmo longe do meu irmão? Distância geográfica necessária?
Necessidade, termo pesado, concreto ou abstrato.
Não recuses a frieza do amargo do sentir,
a partida é triste,  importante e difícil.
Momentos distintos de saudade
diminui a sensibilidade.
O álcool aumenta de lá
O que o estudo procura suprir de cá.

Mas a vida é interessante.
O tempo muda, muda os valores,
as vivências, os sentimentos.
Ora pensamos que são melhores,
ora piores, ora não pensamos, agimos.
A ação do homem fala por ele,
ninguém mais, jamais!
Assim constatado, não poderei mesmo em delongas
dizer ou especificar sobre ele,
somente posso observar, talvez constatar.

Ao passo que a experiência permitir,
é que vos poderei falar que o que deve enxergar
é a própria retina! Retina que já vivenciou a dor
e a alegria, o difícil e mordaz. Porém ainda vê!
Não se absteve, permanece forte e não se fecha.
Luta e carrega nos ombros fardos distintos,
essa força muitos não têm,
são ofuscados em sua presença.
Por isso saliento, da forma que me resta,
isto é, com breves palavras,
a gratificação de se ter um irmão.


Lucas Mendes


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