Paralisado em minha
demência.
O gesto mais sensato,
desvio agora devido
atrofio da mente,
longe do corpo escapa, viaja
ao horizonte
onde a luz que se põe se opõem,
se faz reflexo da
natureza humana estagnada.
Tamanha seria minha
decência comparada a ela,
tantos que a adulam, dela correm,
vítima corrompida do
novo mal do século,
um novo padrão
indefinível e corriqueiro .
-Onde você se encontra,
diga-me?
E até você chegarei.
-No globo estas? Globalizado
eu sou.
-Na lua? Lunático me
torno.
-Em outro planeta? Extraterrestre
quem sabe.
Se de mim foge tanto, tanto
mais corro,
não suo, não canso, apenas
vou,
a pista afunila com a
idade próxima,
ingerindo celulose em
brochuras.
Do deserto fugi, esqueci-me,
lapsos se tornam
miragens,
não me engano.
A muito dormi.
Desperto-me!
Lucas Mendes
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