Páginas

domingo, 11 de novembro de 2012

Procura


Paralisado em minha demência.
O gesto mais sensato,
desvio agora devido atrofio da mente,
longe do corpo escapa, viaja ao horizonte
onde a luz que se põe  se opõem,
se faz reflexo da natureza humana estagnada.
Tamanha seria minha decência comparada a ela,
tantos que  a adulam, dela correm,
vítima corrompida do novo mal do século,
um novo padrão indefinível e corriqueiro .
-Onde você se encontra, diga-me?
E até você chegarei.
-No globo estas? Globalizado eu sou.
-Na lua? Lunático me torno.
-Em outro planeta? Extraterrestre quem sabe.
Se de mim foge tanto, tanto mais corro,
não suo, não canso, apenas vou,
a pista afunila com a idade próxima,
ingerindo celulose em brochuras.
Do deserto fugi, esqueci-me,
lapsos se tornam miragens,
não me engano.
A muito dormi. Desperto-me!

Lucas Mendes

Nenhum comentário:

Postar um comentário