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domingo, 18 de novembro de 2012

Peso existencial


O que de fato compraz o homem
Ainda é parte do lado obscuro da compreensão.
Pensar a existência, assim como tantas questões
seria demasiado pertinente?
Por tanta subjetividade se procurou,
também por objetividade.
Realidade, verdade.
Questionamentos e suas devidas respostas.
É criado o abismo do compreender,
o incrédulo se manifesta inverno após inverno. 
A questão ganha força,
a resposta ainda não foi resgatada do vácuo.
Se é que lá se encontra!
Tanta complexidade contrasta uma simplicidade?
O que a retina mental quer enxergar?
O peso da existência é grande, assustador.

As mazelas não cicatrizam.
Tantas preocupações, inúmeras concepções.
Onde facultam as mais relevantes representações?
Tão diferentes das outras espécies, tão vulnerável quanto.
Em que época se vive?
O sentido, a época, a razão.
Melhor são os que facultam de coisas vãs?
São admiráveis as capacidades intelectuais,
mas interessante é pensar o propósito a que se voltam.
Recheados com chagas, feridas, úlceras,
Já não facultam. Vivem!
Esperam, acreditam, falam, fazem.
Acaba o milênio, começa outro, perpetuam, vagam.
Não a extinção! Nenhum efeito catastrófico!
Reinam no seu império, filhos do saber e da ignorância.
Acrescem e se tornam mais tecnológicos!
E ainda não sabem responder questões iniciais de sua caminhada.
O acaso é uma venda, tapa uma imagem e proporciona outra.
É paradoxal, reflete um sistema, que tira para obter.
De onde partimos e onde pretendemos chegar?
O peso da existência é grande, assustador.

 Lucas Mendes

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