Páginas

sábado, 10 de novembro de 2012

Assolado ao ser confrontado

A despeito do que no peito é latente,
normaliza-se ao máximo,
infligindo dor e sofrimento,
na tentativa hedionda de padronizar.
Conhecendo o fato de que normal é
sem o ser e agora não o é aos inúmeros.
Não obstante a adaptação,
necessária talvez,
a fuga, mentira, estranhamento,
quase morbidez
são ofuscados e quase descobertos,
e encobertos perfeitamente
sem aprimoramento.

Perpassa a dor e agoniza,
o regozijo alimenta aos poucos
essa pobre carcaça
diferente e igual substancialmente
aos que dela valem.
A seriedade compilada esconde o monstro
e o torna bom,
e nunca será.

Nascimento receoso,
crescimento inapropriado,
problemas graves gerados,
normal não mais e nunca mais
estereotipa e deleita na profunda incerteza,
de ser e não querer
de querer ser e ser
indubitavelmente inseguro dos presentes valores
escancarados já que autrora maquiados.
O próprio se pune e de forma acertada
aos mesmos olhos,
escolhas e caminhos trilhados aos
moldes lineares predefinidos
e subitamente impostos.

E uma simples atitude inesperada,
certa, esfacela esse indecente
pensamento que por vezes vai ao voltar,
com meras atitudes
esperadas, não remediadas
e a pouco plenas, ao serem vivenciadas.
Não virá o conserto,
no momento não há!
-Talvez depois?
Melhor por aqui findar ao ponto
de quase explicitar
aquilo que implícito, por agora
deve ficar.

Lucas Mendes


Nenhum comentário:

Postar um comentário