A despeito do que no
peito é latente,
normaliza-se ao máximo,
infligindo dor e
sofrimento,
na tentativa hedionda
de padronizar.
Conhecendo o fato de
que normal é
sem o ser e agora não o
é aos inúmeros.
Não
obstante a adaptação,
necessária talvez,
a fuga, mentira,
estranhamento,
quase morbidez
são ofuscados e quase descobertos,
e encobertos
perfeitamente
sem aprimoramento.
Perpassa a dor e
agoniza,
o regozijo alimenta aos
poucos
essa pobre carcaça
diferente e igual
substancialmente
aos que dela valem.
A seriedade compilada
esconde o monstro
e o torna bom,
e nunca será.
Nascimento receoso,
crescimento
inapropriado,
problemas graves
gerados,
normal não mais e nunca
mais
estereotipa e deleita
na profunda incerteza,
de ser e não querer
de querer ser e ser
indubitavelmente
inseguro dos presentes valores
escancarados já que
autrora maquiados.
O próprio se pune e de
forma acertada
aos mesmos olhos,
escolhas e caminhos
trilhados aos
moldes lineares
predefinidos
e subitamente impostos.
E uma simples atitude
inesperada,
certa, esfacela esse
indecente
pensamento que por vezes vai ao voltar,
com meras atitudes
esperadas, não
remediadas
e a pouco plenas, ao
serem vivenciadas.
Não virá o conserto,
no momento não há!
-Talvez depois?
Melhor por aqui findar
ao ponto
de quase explicitar
aquilo que implícito,
por agora
deve ficar.
Lucas Mendes
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