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sábado, 29 de dezembro de 2012

Necessidade necessária?


Primeiro o sabor do leite
nos pequenos momentos
infantes do pequeno indivíduo
saciam as necessidades naturais.

Na fase mediana o calor do álcool
sacia necessidades dissolutas,
numa maximização tão elevada
ao ponto de frugais se tornarem.

Mais tarde isso já não é suficiente,
o presente estágio de coisas não permite
pequenas doses infames do liquido volátil,
o necessário se faz outro.

Ao passo que a experiência ocorre
muda-se a necessidade do
mais bem sucedido ser a
se adaptar  às adversidades naturais.

Incontáveis  coisas são criadas,
diversos são os modos de vida,
 mais Variados são os suprimentos advindos
da mistura complexa do racional com natural!

Mais assídua se torna a necessidade humana
conforme alimentada com a precisão
que se obtém no escalão da vida
que se faz mister.

São inúmeras as alternativas
para o alimento da necessidade
em sua pequena e escaldante jornada
sobre o  imenso planeta.

O que se pretende obter com isso
senão munir-se do melhor modo possível
para a batalha frente ao modo natural da vida,
que tende a durar a qualquer custo?

A necessidade é necessária  aos padrões
determinantes do homem na atualidade
ocorrente dos fatos, o necessário ao natural
está o provimento de tal condição.

O que for necessário será convertido
ao bem estar do homem, natural ou não,
somente o acaso e sua complexidade
o fariam diferentes e revogável.

A necessidade de antes, apropriada pelo homem,
jamais será a mesma em dias atuais,
não tem sentido enraizar  tal conceito, se
revisto e não necessário, provavelmente, se tornará.

Lucas Mendes

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Acerca dos louvores?


Não desejos louvores, louvores exaltam,
estaria eu pronto para me sentir tão complacente?
Mais bem quista tem sido a crítica,
O amargo da dúvida  que machuca atinge o âmago.
A dúvida juntamente com a curiosidade
se faz presente numa forma mais alarmada em alguns.
Alguns aceitam críticas, outros aceitam melhor louvores,
tantos outros criticam.
São variados os modos de encarar a realidade, ou cotidiano humano.
Porque então buscar uma certeza indubitável?
Qual a razão de prender-se nos grilhões do senso comum?
Contrapontos interessantes, muitas vezes descabidos.
-Ora contrários, ora semelhantes. Como poderia tal paradoxo?
Ter compromisso com a dúvida,
Parece interessante ao olhar do pobre poeta
ela causa os mais diversos efeitos no ser,
desde a loucura até maior das sanidades.
De antemão dizer que por meio dela se dará o conhecimento
ao pobre bípede, seria demasiado precipitado.
Há possibilidades e estas na devem ser esquecidas
são cruciais para tal questão. Não se pode garantir o pleno conhecimento
ou sua total ausência. A visão que vezes se esvai ao inconcebível
pode ser tão fadada ao fracasso quanto a sua completa falta.
O devir é fantástico, a contingência surpreende,
a dúvida enaltece a vida que pouco a pouco perece!
 

Lucas Mendes

sábado, 8 de dezembro de 2012

Iminente naufrágio


A tão famosa arte, arte semelhante a do navegar,
do capitão que tempestades vence ou com navio se esvai.
Arte dos chefes de Estado, do país, da universidade.
Os sumos representantes, deuses humanos em busca de interesses,
interesses pessoais ou públicos? Paralelos ou concorrentes?
-Comecemos olhando para o poder deles, quem sabe
não nos preocupando com seu grau, mas com a sede e a ânsia para
tê-lo e nele manter-se
O que realmente torna pessoas competentes para reger um órgão,
é  algo com o que as pessoas não têm se preocupado. E deveriam?
A demagogia, o fácil convencimento do público
banaliza e estigmatiza essa nação de um ponto a outro.
O fato de pensar o erro dessa estrutura
faz com que os cegos, presos no enclausuramento do sistema
exijam uma solução. Pecam! Fecham os olhos e viram as costas
e ainda obrigam-nos a solucionar o problema.
A complacência de um guerreiro politicamente correto
está nos atos impensados, imaturos e impetuosos
esses são os vulgos salvadores do estado.

Correm como que em uma bolha recheada de lâminas
voltadas para seu interior, o ímpeto é tão grande que batem,
cortam-se, batem novamente e cortam-se ininterruptamente.
Escapar não é fácil, há necessidade de certas sutilezas.
Porém  acreditam que aquele sangue derramado exerceu algum efeito.
E o maior dos inocentes crê veemente ser aquele gesto, mesmo que ínfimo,
o gesto sensato que promove a evolução dentro do presente estado de coisas.
O resultado como esperado é o não rompimento da bolha,
nem da parte quanto menos do todo.
O que fazer? Como alcançar seus alicerces?
Enquanto isso, mais e mais feridos.

São tempos de greves infinitas,  de movimentos desorganizados,
de lutas desenfreadas, de massas militantes
que desconhecem  a causa. Causa interessante no seu cerne,
mas falha na prática, falha por falta de preparo,
de entendimento histórico e teórico.
Falha por seu desespero de resolução,  promissor e iminente.
Em voga o que se encontra é o senso comum, o senhor das ações atuais,
aquele que dita as regras para seus escravos,
dita a importância das lutas, o interesse em conseguir algo a qualquer custo,
a experiência exaltada em detrimento do estudo,
o cotidiano como formador de guerreiros.
Esse é o senhor, mestre e eterno doutrinador do bando.
Aquele que cria verdadeiros combatentes de uma guerra,
guerra onde vantagem não se enxerga, onde o entendimento parece inóspito.
-Quanto altruísmo de nossos representantes, vislumbradores do combate,
da carnificina social. Nobres cidadãos. Regentes do senso.
A mudança é necessária, maiores parecem ser seus significados.
Se não deles de quem esperar?
A pressa atrasa, o caminhar é ineficaz. O que há de se fazer
com um barco que já não pode mais navegar?

Lucas Mendes

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Terra de demasiados feitos


Terra de várias culturas, terra de vários povos,
de índios, negros, bandeirantes.
de nordestinos, cariocas, paulistas,
mineiros, gaúchos e nortistas.
Terra de guerreiros. Terra de Drummond!
Terra herdeira da língua de Camões,
onde cresce a “última flor do Lácio”
Terra do samba! Terra grande e sofrida
Terra de pobreza e de miséria
de favelas, de revoltas
do futebol, do lazer e da celebração.
Terra do desenvolvimento,
Terra do povo esperançoso e trabalhador

-Terra de demasiados feitos!

Terra dos representantes corrompidos pela ganância
das afecções, afecções que não falam mais alto,
afecções que gritam! Gritam o clamor do domínio
Terra dos sedentos por dinheiro e poder
Terra tão comum e tão banal se tornou
onde os que cumprem seu dever político, são heróis.
Terra das greves desorganizadas, terra massificada,
de sensacionalismos e estereótipos
Terra de mudos e cegos.
Terra de bons frutos e de frutos podres!
Terra do dinheiro na cueca
em que a sujeira se acumula e dissemina
embaixo do tapete, tapete tão grande esse.
Terra do tapete pluralista e multicolor.
Terra chamada Brasil!

Lucas Mendes

sábado, 1 de dezembro de 2012

Pós-modernidade


Aduladores da pós-modernidade,
dos adventos da terceira categoria industrial
salvaguardam seu beneficio
em prol de seu conforto, comodidade,
exaltando-se no dissoluto.
É tudo maravilhoso e reluzente,
mal não parece haver.
Essa é ótica do desenvolvimento,
do intelecto tecnológico que floresce
exacerbadamente no mundo contemporâneo.
Assim como em suas belas tecnologias
essas personalidades “geniais” criadoras são ícones,
ícones que abrem uma infinidade de possibilidades
somente num toque.

Aos quatro ventos,
do mais rico ao mais pobre
a nova epidemia se faz mister,
propagou com a rapidez de uma ebola
 na constância do sopro feroz de um furacão.
disseminou de modo impensável
ao mais sensato racional.
Mas não seja ingênuo
 pensaria o indivíduo, porventura.
-Não ei de me abster de considerar
o paradoxo!
Não mais um paradoxo religioso.
Eis o paradoxo tecnológico,
a escravidão massiva da vontade
se vender para comprar, comprar e ter de se vender!
Vende-se, compra-se!
Trabalha! Trabalha! E trabalha!
Mais empregos, menos vagabundos,
tampouco ociosos. 

A vida no dialeto comum é para ser vivida,
a busca da bem vivência ainda não padronizada
é recheada de ambição e interesses,
dos mais variados gêneros.
Todos anseiam por algo e o interesse os amarra,
 prisioneiros perpétuos da busca!
A busca não acaba, senão de súbito!
De tal maneira a vida parece seguir,
bem como o rio em seu curso.
O que de fato ainda é perceptível num segundo olhar,
é pensar  que esse sentimento inoculado
pelo avanço aflige, mata e consome.
Corroí a carcaça, assim como o cupim acaba com a madeira.
Para que o progresso, o tão almejado progresso,
seja vigente no cotidiano.
-Aduladores, meros aduladores!

Lucas Mendes