Do olhar da janela
nota-se
o acompanhamento
daquele, que
ao estar ali sempre
mudo não o deixa,
ao contrário,
deleita na profunda
acepção.
Passou-se o crepúsculo,
embora
não revela
explicitamente o fato.
A luz natural enaltecida
pela artificial
mostra um reflexo do
concreto.
Ali se alimenta, come
de tudo,
bebe-se da garrafa
roxa,
lugar de frutíferos e
corriqueiros alimentos.
alimentam a imaginação,
cortada pelo som
irritante,
um aparelho que fala!
culminando de uma
leitura recíproca
que amplamente vai se
configurando.
Qualidade subjacente transporta para perto
do que é, e afirma não ser.
Dessa mesma feita
a melhor companhia o
torna,
melhor seria outra, que longe
está
e talvez a aumentar.
Triste é não poder
aproveitar,
mascarar o pensar, e
ainda perto se encontrar.
A loucura segue,
exacerba como que
em contingentes vezes
e esvai, retorna
esvaindo-se.
-O gosto? Sua beleza o
traz.
Dissimula ao necessário
ao horrível e
aterrorizante escopo.
- O livro é a melhor
companhia,
fala quando solicitado,
machuca sem ferir,
o ser humano ali
endeusado é quase perfeito.
Traduzido por um lápis e um pensamento!
Lucas Mendes
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