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domingo, 11 de novembro de 2012

Um lugar, um olhar e um pensamento

Do olhar da janela nota-se
o acompanhamento daquele, que
ao estar ali sempre mudo não o deixa,
ao contrário,
deleita na profunda acepção.
Passou-se o crepúsculo, embora
não revela explicitamente o fato.
A luz natural enaltecida pela artificial
mostra um reflexo do concreto.

Ali se alimenta, come de tudo,
bebe-se da garrafa roxa,
lugar de frutíferos e corriqueiros alimentos.
alimentam a imaginação,
cortada pelo som irritante,
um aparelho que fala!
culminando de uma leitura recíproca
que amplamente vai se configurando.

Qualidade subjacente transporta para perto
do que é, e afirma não ser.
Dessa mesma feita
a melhor companhia o torna,
melhor seria outra, que longe está
e talvez a aumentar.
Triste é não poder aproveitar,
mascarar o  pensar, e ainda perto se encontrar.

A loucura segue,
exacerba como que
em contingentes vezes
e esvai, retorna esvaindo-se.
-O gosto? Sua beleza o traz.
Dissimula ao necessário
ao horrível e aterrorizante escopo.
- O livro é a melhor companhia,
fala quando solicitado,
machuca sem ferir,
o ser humano ali endeusado é quase perfeito.
Traduzido por um lápis e um pensamento!

Lucas Mendes

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