Não sonhara em ser
astronauta,
somente desejara
caminhar,
correr por pistas com
vistas ao horizonte.
De súbito me enganei!
As estradas da vida
eram sinuosas,
voltar já não eram
opção. Logo iniciara a jornada,
a corrida foi exaustiva
a princípio,
e cada vez mais
difícil, muitos eram os obstáculos,
ora inseridos por mim, ora
pelo acaso,
ora apareciam, ora
sumiam.
Por vezes esbarrara em
suas estruturas.
-Eram tamanhas! Pilares
consistentes,
o desviar de um culminara
no choque com outro,
com o fôlego jovem,
pulmão novo,
não haveria o que
parasse, mas muitos foram os que pararam!
Matou inúmeros, tragou
a família, o senhor da padaria,
a criança que andara
alegremente de bicicleta,
a senhora que passeara
com cachorro.
O cansaço se fazia
mister,o descanso fora preciso?
Água fresca e sombra de
sete copas
aguçavam o desejo de
parar, sentar e esperar.
Esperar pelo que? Pelo
fôlego voltar?Pela sede saciar?
Não fora pior inimigo
do corredor
o obstáculo, o acaso ou
até mesmo o cansaço.
Fora o alento do descanso!
este foi sempre muito
bem saciado
por aquela criança, por
aquele jovem sonhador,
por aquele velhinho que
acabara de morrer.
estes optaram pelo
atalho, pela sombra fresca,
pela vida branda. Primaram
pela alegria, pela alegria da distração,
por toda tecnologia que
os apeteciam
nos momentos vagos.
Sedentários tornaram,
músculos fracos com
tempo se fizeram,
a corrida já não era
opção!
Mas quem correra como
Forrest Gump
conseguiria prosseguir.
Firmara o passo,
com mais obstáculos se
chocara,
isso lhe concedera
prazer.
A trilha não tem
sentido. É trilha!
Esta ali para ser
atravessada,
bem como a ponte que
balança e não cai.
Dada a fortuna e os
caminhos desbravados,
é lembrado aquele
cheiro, aquele local
das pessoas que mofando
ali estavam,
da TV que ali animara,
do Deus que ali habitara.
Não há superação! Já
não tanta alegria,
Nem ao menos
onipotência.
Há o caminho, os pés e
a habilidade!
Quem irá para guerra,
quem irá se ausentar?
O mais viável não
saberei afirmar!
Lucas Mendes
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