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sábado, 1 de dezembro de 2012

Pós-modernidade


Aduladores da pós-modernidade,
dos adventos da terceira categoria industrial
salvaguardam seu beneficio
em prol de seu conforto, comodidade,
exaltando-se no dissoluto.
É tudo maravilhoso e reluzente,
mal não parece haver.
Essa é ótica do desenvolvimento,
do intelecto tecnológico que floresce
exacerbadamente no mundo contemporâneo.
Assim como em suas belas tecnologias
essas personalidades “geniais” criadoras são ícones,
ícones que abrem uma infinidade de possibilidades
somente num toque.

Aos quatro ventos,
do mais rico ao mais pobre
a nova epidemia se faz mister,
propagou com a rapidez de uma ebola
 na constância do sopro feroz de um furacão.
disseminou de modo impensável
ao mais sensato racional.
Mas não seja ingênuo
 pensaria o indivíduo, porventura.
-Não ei de me abster de considerar
o paradoxo!
Não mais um paradoxo religioso.
Eis o paradoxo tecnológico,
a escravidão massiva da vontade
se vender para comprar, comprar e ter de se vender!
Vende-se, compra-se!
Trabalha! Trabalha! E trabalha!
Mais empregos, menos vagabundos,
tampouco ociosos. 

A vida no dialeto comum é para ser vivida,
a busca da bem vivência ainda não padronizada
é recheada de ambição e interesses,
dos mais variados gêneros.
Todos anseiam por algo e o interesse os amarra,
 prisioneiros perpétuos da busca!
A busca não acaba, senão de súbito!
De tal maneira a vida parece seguir,
bem como o rio em seu curso.
O que de fato ainda é perceptível num segundo olhar,
é pensar  que esse sentimento inoculado
pelo avanço aflige, mata e consome.
Corroí a carcaça, assim como o cupim acaba com a madeira.
Para que o progresso, o tão almejado progresso,
seja vigente no cotidiano.
-Aduladores, meros aduladores!

Lucas Mendes

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