Aduladores da pós-modernidade,
dos adventos da
terceira categoria industrial
salvaguardam seu
beneficio
em prol de seu
conforto, comodidade,
exaltando-se no
dissoluto.
É tudo maravilhoso e
reluzente,
mal não parece haver.
Essa é ótica do desenvolvimento,
do intelecto
tecnológico que floresce
exacerbadamente no
mundo contemporâneo.
Assim como em suas
belas tecnologias
essas personalidades
“geniais” criadoras são ícones,
ícones que abrem uma
infinidade de possibilidades
somente num toque.
Aos quatro ventos,
do mais rico ao mais
pobre
a nova epidemia se faz
mister,
propagou com a rapidez
de uma ebola
na constância do sopro feroz de um furacão.
disseminou de modo
impensável
ao mais sensato
racional.
Mas não seja ingênuo
pensaria o indivíduo, porventura.
-Não ei de me abster de
considerar
o paradoxo!
Não mais um paradoxo
religioso.
Eis o paradoxo
tecnológico,
a escravidão massiva da
vontade
se vender para comprar,
comprar e ter de se vender!
Vende-se, compra-se!
Trabalha! Trabalha! E
trabalha!
Mais empregos, menos vagabundos,
Mais empregos, menos vagabundos,
tampouco ociosos.
A vida no dialeto comum
é para ser vivida,
a busca da bem vivência
ainda não padronizada
é recheada de ambição e
interesses,
dos mais variados
gêneros.
Todos anseiam por algo
e o interesse os amarra,
prisioneiros perpétuos da busca!
A busca não acaba,
senão de súbito!
De tal maneira a vida
parece seguir,
bem como o rio em seu
curso.
O que de fato ainda é
perceptível num segundo olhar,
é pensar que esse sentimento inoculado
pelo avanço aflige,
mata e consome.
Corroí a carcaça, assim
como o cupim acaba com a madeira.
Para que o progresso, o
tão almejado progresso,
seja vigente no
cotidiano.
-Aduladores, meros
aduladores!
Lucas Mendes
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