A tão famosa arte, arte
semelhante a do navegar,
do capitão que
tempestades vence ou com navio se esvai.
Arte dos chefes de
Estado, do país, da universidade.
Os sumos
representantes, deuses humanos em busca de interesses,
interesses pessoais ou públicos? Paralelos ou
concorrentes?
-Comecemos olhando para
o poder deles, quem sabe
não nos preocupando com
seu grau, mas com a sede e a ânsia para
tê-lo e nele manter-se
O que realmente torna
pessoas competentes para reger um órgão,
é algo com o que as pessoas não têm se
preocupado. E deveriam?
A demagogia, o fácil
convencimento do público
banaliza e estigmatiza
essa nação de um ponto a outro.
O fato de pensar o erro
dessa estrutura
faz com que os cegos,
presos no enclausuramento do sistema
exijam uma solução.
Pecam! Fecham os olhos e viram as costas
e ainda obrigam-nos a
solucionar o problema.
A complacência de um
guerreiro politicamente correto
está nos atos
impensados, imaturos e impetuosos
esses são os vulgos
salvadores do estado.
Correm como que em uma
bolha recheada de lâminas
voltadas para seu
interior, o ímpeto é tão grande que batem,
cortam-se, batem
novamente e cortam-se ininterruptamente.
Escapar não é fácil, há
necessidade de certas sutilezas.
Porém acreditam que aquele sangue derramado exerceu algum
efeito.
E o maior dos inocentes
crê veemente ser aquele gesto, mesmo que ínfimo,
o gesto sensato que
promove a evolução dentro do presente estado de coisas.
O resultado como
esperado é o não rompimento da bolha,
nem da parte quanto
menos do todo.
O que fazer? Como
alcançar seus alicerces?
Enquanto isso, mais e
mais feridos.
São tempos de greves
infinitas, de movimentos desorganizados,
de lutas desenfreadas,
de massas militantes
que desconhecem a causa. Causa interessante no seu cerne,
mas falha na prática,
falha por falta de preparo,
de entendimento histórico
e teórico.
Falha por seu desespero
de resolução, promissor e iminente.
Em voga o que se
encontra é o senso comum, o senhor das ações atuais,
aquele que dita as
regras para seus escravos,
dita a importância das
lutas, o interesse em conseguir algo a qualquer custo,
a experiência exaltada
em detrimento do estudo,
o cotidiano como formador
de guerreiros.
Esse é o senhor, mestre
e eterno doutrinador do bando.
Aquele que cria verdadeiros
combatentes de uma guerra,
guerra onde vantagem
não se enxerga, onde o entendimento parece inóspito.
-Quanto altruísmo de
nossos representantes, vislumbradores do combate,
da carnificina social.
Nobres cidadãos. Regentes do senso.
A mudança é necessária,
maiores parecem ser seus significados.
Se não deles de quem esperar?
A pressa atrasa, o
caminhar é ineficaz. O que há de se fazer
com um barco que já não
pode mais navegar?
Lucas Mendes
Nenhum comentário:
Postar um comentário